NUNAP

 

Psicoterapia Infantil

Por Marília Barbosa

A psicoterapia infantil tem como objetivo detectar, compreender e dissolver os conflitos existentes. Os brinquedos e jogos são utilizados como um dos principais recursos de avaliação e acesso ao universo psíquico da criança.  É através do brincar que a criança expressa seus conflitos. O brinquedo vai ajudar o terapeuta na intervenção e interpretação dos sintomas. No brincar a criança representa simbolicamente suas fantasias e seu sofrimento.
O tratamento inicia-se primeiramente com uma, duas ou mais entevistas com os pais onde são coletados dados como: queixa principal, história de vida, nascimento, gestação, gravidez planejada ou não, desenvolvimento motor etc., enfim, os conteúdos de uma anamenese. Nessas entrevistas o psicólogo obtém uma compreensão sobre a dinâmica familiar e como esses pais se relacionam com esse filho. Isto ajuda a identificar o gerador do sofrimento na criança que pode estar sendo depositário de conflito, ansiedade e angústia dos pais. Em seguida é o momento de ver a criança e realizar o psicodiagnóstico com o objetivo de conseguir uma descrição e compreensão da personalidade do paciente.
No psicodiagnóstico investigam-se os aspectos do passado, presente (diagnóstico) e futuro (prognóstico), utilizando-se de entrevistas, técnicas projetivas e entrevistas de devolução. São realizados quatro a cinco encontros com a criança onde ela será avaliada através de testes psicológicos, desenhos (técnicas projetivas), seu brincar, o aspecto motor e sua estrutura corporal, na busca de uma leitura integral do seu desenvolvimento psicosexual.
A última etapa é a realização da entrevista de devolução com os pais onde o psicólogo vai encaminhar o tratamento necessário seja para a criança, os pais ou toda família. A participação dos pais é imprescindível no caso de uma indicação de terapia para a criança. A família necessita da clareza de seu comprometimento no sintoma que emerge na criança. Trabalhar com a criança terapeuticamente vai alterar toda a rede de funcionamento ao seu redor. Por esse motivo o retorno aos pais dinamiza e favorece o processo terapêutico infantil.
     Como psicoterapeuta com formação em terapia corporal, utilizo os conhecimentos da teoria de Wilhelm Reich, como a leitura dos bloqueios corporais que são tensões musculares ocasionadas por contenções emocionais. Reich foi discípulo de Freud e pioneiro da psicoterapia corporal. Considera que o inconsciente também está no corpo. Sua teoria explica o funcionamento integrado do corpo e da mente na saúde e na doença .As contenções emocionais  denominadas por ele de “couraça muscular” são reações somáticas que ao cronificarem passam a limitar as expressões emocionais responsáveis pela formação dos traços de personalidade.
      Se uma criança é impedida de chorar, a forma que ela encontra para se reprimir é engolindo o choro e diminuindo a respiração. Caso este impedimento perdure, esta criança possivelmente terá um bloqueio muscular na região da garganta interferindo na sua comunicação com o meio social e com seus afetos.
A intervenção terapêutica no corpo é possível através de massagens, respiração                     e consciência corporal. Com a criança, várias brincadeiras ajudam a dissolver estas tensões como, por exemplo: bola de soprar trabalha a respiração desbloqueando o diafragma, brincar de bola de sabão ajuda a criança buscar contato trabalhando conjuntamente olhos (segmento ocular), boca (oral) e respiração (diafragma), regiões corporais onde frequentemente se encontram bloqueios, por serem as primeiras a receberem estímulos logo após o nascimento.
            A proposta de leitura corporal reichiana possibilita ao terapeuta olhar o sujeito em sua construção simbólica, na interação com o mundo externo e interno através de seu corpo.       


                                    

 

 

 

Página Inicial

 

 




Tel:(21) 2204-2699 NUNAP - Núcleo de Novas Abordagens em Psicoterapia